Descobrir quem foi o primeiro serial killer do mundo nos leva a um mergulho profundo na história, revelando figuras que chocaram épocas passadas e continuam a intrigar a mente humana. Muitas vezes, a ideia de um assassino em série parece algo recente, associada a crimes modernos, mas a verdade é que a crueldade serial tem raízes antigas. Este post vai desmistificar essa questão, apresentando os candidatos mais fortes e o que a história nos conta sobre eles, para que você entenda essa complexa faceta da criminalidade.

A Origem do Conceito: Desvendando os Primeiros Rostos por Trás do Título de ‘Primeiro Serial Killer do Mundo’

Quando pensamos em quem foi o primeiro serial killer do mundo, a resposta não é simples e direta. O conceito de ‘serial killer’ como o conhecemos hoje é relativamente moderno, mas os atos que o definem têm séculos de existência. A dificuldade está em aplicar definições atuais a figuras históricas.

Para entender o início, olhamos para nomes que frequentemente surgem em discussões sobre os pioneiros dessa categoria de criminoso. São indivíduos cujos crimes, pela sua natureza e quantidade, chocaram suas respectivas sociedades e foram registrados, mesmo que de forma rudimentar.

Esses primeiros casos servem como marcos. Eles mostram que a psicopatia e a compulsão por matar em série não são fenômenos exclusivos do século XX ou XXI. São exemplos sombrios de como a escuridão humana se manifesta ao longo do tempo, adaptando-se às circunstâncias de cada era.

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“O termo “serial killer” foi criado na década de 1970 pelo agente do FBI Robert Ressler, não havendo consenso absoluto sobre quem foi o primeiro serial killer do mundo antes dessa conceituação.”

O Que Define o Primeiro Serial Killer do Mundo?

A busca pelo título de ‘primeiro serial killer do mundo’ é uma jornada fascinante pela história da criminalidade e da própria definição do que constitui um assassino em série. É um tema complexo, pois a categorização moderna de ‘serial killer’ é um conceito relativamente recente, desenvolvido por criminologistas para descrever padrões de comportamento específicos. Antes disso, indivíduos que cometiam múltiplos assassinatos eram frequentemente vistos como criminosos comuns, demônios ou anomalias sem uma classificação específica.

O que buscamos aqui é o registro mais antigo de um indivíduo que, segundo os relatos históricos e a análise posterior, demonstrou um padrão de assassinatos múltiplos, com um intervalo de ‘esfriamento’ entre eles, e que matava por motivos que vão além da raiva ou ganância imediata. Essa definição nos ajuda a traçar as origens de um fenômeno que continua a intrigar e assustar a sociedade.

Raio-X do ‘Primeiro Serial Killer’
Nome/FiguraPeríodo/LocalizaçãoMotivo/PadrãoVítimas EstimadasReconhecimento Histórico
Gilles de RaisSéculo XV (França)Rituais, perversãoCentenas de criançasPrimeiro registrado no Ocidente
Locusta de GáliaSéculo I d.C. (Império Romano)Envenenamento profissional, a serviço da eliteDesconhecido, mas significativoPrimeira ‘profissional’
H. H. HolmesFinal do Século XIX (EUA)Lucro, sadismoEstimativas variam, dezenas a centenasPrimeiro dos EUA, ‘Castelo da Morte’
Jack, o Estripador1888 (Londres)Motivos sexuais, sadismoPelo menos 5 confirmadasNotoriedade global moderna
Diogo AlvesSéculo XIX (Portugal)Roubo, sadismoDezenasMaior de Lisboa
William MacDonaldSéculo XIX (Austrália)Desconhecido/complexoDesconhecido/complexoPrimeiro da Austrália

A Origem do Termo ‘Serial Killer’ e seu Impacto

O termo ‘serial killer’ ganhou proeminência no século XX, especialmente com o trabalho de investigadores como Robert Ressler, que ajudou a popularizar o conceito. Antes disso, esses criminosos eram descritos de maneiras mais genéricas, sem a nuance da repetição de crimes com um padrão psicológico específico. A cunhagem do termo permitiu uma melhor compreensão e estudo desses indivíduos, facilitando a identificação de padrões comportamentais e a criação de perfis criminais.

Essa categorização moderna, embora útil, não se aplica retroativamente de forma perfeita a figuras históricas. No entanto, ao analisarmos os registros antigos, podemos identificar indivíduos cujas ações se aproximam dessa definição, permitindo-nos traçar uma linha evolutiva na compreensão da psicopatologia criminal. O impacto do termo foi imenso, mudando a forma como as forças de segurança e a sociedade lidam com crimes em série.

Gilles de Rais: O Primeiro Assassino em Série da História Ocidental

Frequentemente citado como um dos primeiros casos documentados de um assassino em série no Ocidente, Gilles de Rais foi um nobre francês do século XV. Condenado em 1440, os relatos históricos o acusam de sequestrar, torturar e assassinar centenas de crianças. Seus crimes eram de uma crueldade atroz, envolvendo rituais macabros e uma perversão sexual que chocava até mesmo para os padrões da época.

A história de Gilles de Rais é um marco sombrio, pois representa um dos primeiros registros de um indivíduo com poder e recursos que se dedicou sistematicamente a atos de extrema violência contra os mais vulneráveis. Sua condenação e execução serviram como um alerta, ainda que brutal, sobre a capacidade humana para o mal. Para saber mais sobre sua história, consulte a análise da Britannica.

Locusta de Gália: A Envenenadora Profissional do Império Romano

Viajando para a Roma Antiga, encontramos Locusta de Gália, uma figura lendária descrita como a primeira assassina em série ‘profissional’. Sua especialidade era o envenenamento, e ela atuava a serviço da elite romana, eliminando rivais, inimigos políticos ou quaisquer outros que desejassem desaparecer. Sua fama era tão grande que se diz que ela treinou outros envenenadores.

Locusta não se encaixa perfeitamente na definição moderna de serial killer, pois seus atos eram, em grande parte, comissionados. No entanto, a repetição sistemática de assassinatos, o uso de métodos específicos (venenos) e a obtenção de lucro com isso a colocam em uma categoria histórica única de criminosa em série. Sua história demonstra que a prática de assassinatos múltiplos com propósitos específicos não é um fenômeno exclusivo da era moderna.

H. H. Holmes: O Primeiro Serial Killer dos Estados Unidos e seu ‘Castelo da Morte’

Nos Estados Unidos, H. H. Holmes é amplamente reconhecido como o primeiro serial killer a ganhar notoriedade. Durante a Exposição Mundial de Chicago em 1893, ele construiu um hotel, apelidado de ‘Castelo da Morte’. Este edifício era um labirinto projetado para torturar e assassinar suas vítimas, muitas das quais eram hóspedes que ele atraía com promessas falsas.

Holmes é um exemplo clássico de serial killer moderno: charmoso, manipulador e impulsionado por uma combinação de ganância e sadismo. O número exato de suas vítimas permanece um mistério, mas as estimativas variam de dezenas a mais de cem. Sua história é um lembrete sombrio de como a fachada de normalidade pode esconder a mais profunda depravação. Para curiosidades sobre ele, confira este artigo: Darkside.

Jack, o Estripador: O Serial Killer Mais Notório da Era Moderna

Em 1888, Londres foi aterrorizada por Jack, o Estripador. Este assassino em série ganhou notoriedade global devido à intensa cobertura midiática de seus crimes brutais e à sua capacidade de escapar da polícia. Os assassinatos, que vitimaram principalmente prostitutas no distrito de Whitechapel, eram marcados por uma violência gráfica e mutilações.

Jack, o Estripador, se tornou um ícone cultural do mal, inspirando inúmeras teorias, livros e filmes. Sua identidade nunca foi confirmada, o que apenas adiciona à sua aura sinistra. Ele representa o ponto em que os crimes em série começaram a capturar a imaginação pública em uma escala sem precedentes, moldando a percepção moderna sobre esses criminosos. Saiba mais sobre os crimes que chocaram o mundo: Jack, o Estripador.

Diogo Alves: O Terror de Lisboa no Século XIX

Em Portugal, Diogo Alves é lembrado como o maior serial killer de Lisboa no século XIX. Seus crimes eram particularmente cruéis e ocorriam no Aqueduto das Águas Livres, um local isolado que ele usava para cometer seus assassinatos, muitas vezes após roubar suas vítimas. A forma como ele se movia e agia o tornou uma figura temida na capital.

Diogo Alves foi capturado e enforcado, e sua história se tornou parte do folclore criminal português. Ele exemplifica como, em diferentes partes do mundo, indivíduos com padrões de violência repetitiva já causavam pânico e eram eventualmente identificados e punidos, mesmo antes da popularização do termo ‘serial killer’. Para conhecer mais sobre sua história, veja: Superinteressante.

William MacDonald: O Pioneiro dos Serial Killers na Austrália

Na Austrália, William MacDonald é identificado como o primeiro serial killer do país. Seus crimes, ocorridos no final do século XIX, embora menos conhecidos internacionalmente, representam um marco na história criminal australiana. Ele é um exemplo de como o fenômeno dos assassinatos em série se manifestou em diferentes contextos geográficos e culturais.

A análise de casos como o de MacDonald nos permite entender que a psicopatia e a tendência a cometer múltiplos assassinatos não são exclusivas de uma região ou cultura. A história criminal da Austrália, assim como a de outros países, possui seus próprios exemplos de indivíduos que se encaixam, mesmo que de forma rudimentar, na definição de serial killer.

O Legado e a Percepção dos Primeiros Serial Killers

A identificação e o estudo dos chamados ‘primeiros serial killers’ nos oferecem uma perspectiva valiosa sobre a evolução da criminologia e da compreensão da mente humana. Não se trata de glorificar esses indivíduos, mas de entender como a sociedade, a justiça e a ciência passaram a reconhecer e classificar padrões de comportamento que antes eram menos compreendidos ou simplesmente atribuídos a forças sobrenaturais.

Esses casos históricos mostram que, embora o termo ‘serial killer’ seja moderno, a prática de assassinatos múltiplos e metódicos é antiga. Eles servem como um lembrete sombrio da complexidade da natureza humana e da constante necessidade de estudo e vigilância para proteger a sociedade.

Dicas Extras

  • Pesquise a fundo: Ao investigar o primeiro serial killer do mundo, não se limite a um único nome. A história é complexa e diferentes culturas podem ter figuras que se encaixam na definição.
  • Contexto é chave: Entenda o período histórico em que esses indivíduos viveram. As leis, a sociedade e a forma como crimes eram registrados influenciam muito a percepção.
  • Terminologia: A própria definição de ‘serial killer’ evoluiu. O termo só foi popularizado bem depois de muitos desses casos antigos.

Dúvidas Frequentes

Quem é considerado o primeiro serial killer da história?

Gilles de Rais, um nobre francês condenado em 1440 por crimes contra centenas de crianças, é frequentemente citado como o primeiro assassino em série registrado na história ocidental. No entanto, Locusta de Gália, uma envenenadora do Império Romano, também é mencionada como uma figura antiga de assassinatos em série.

Quando o termo ‘serial killer’ surgiu?

O termo ‘serial killer’ só começou a ser amplamente utilizado e compreendido no século XX, especialmente após a notoriedade de casos como o de Jack, o Estripador, e a investigação de Ted Bundy. Sua popularização deveu-se muito à cobertura midiática e aos estudos criminais.

Existem serial killers famosos antes do século XX?

Sim, com certeza. Além de Gilles de Rais e Locusta, figuras como H. H. Holmes nos EUA e Diogo Alves em Portugal, ambos do século XIX, são exemplos notórios de assassinos em série que ganharam destaque antes do século XX. A história dos serial killers é mais antiga do que o termo sugere.

Conclusão

Desvendar quem foi o primeiro serial killer do mundo nos leva a uma jornada fascinante pela história da criminalidade. Percebemos que, embora o termo seja relativamente novo, a prática de assassinatos em série tem raízes profundas. Estudar figuras como Gilles de Rais ou a influência de Jack, o Estripador na mídia moderna nos ajuda a entender a evolução do crime e como a sociedade lida com ele. A história dos serial killers é um campo vasto e, ao explorar o Castelo da Morte de H. H. Holmes, por exemplo, vemos como esses indivíduos moldaram o imaginário popular e a investigação criminal.

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